Tentei…

Adaptar-me a disputa,
Ganhar o jogo escolar,
Satisfazer o espelho,
Entender o dinheiro.

Enganar meu peito,
Rir as lágrimas,
Ferir o riso,
Comprar o amor.

Ser crítico voraz.
Leitor inveterado,
Galã míope,
Novelo de lã.

Desabrochar trêmulo,
Solto aos espinhos,
Vituperar Cúpido,
Esquecer-me leve.

Romper os laços,
quebrar os metacarpos,
Implodir os bancos,
Poluir de esperança.

Negar a sorte,
não enxergar.
Coiote enjaulado,
Concretar a si.

E em cada vereda, palavreou uma sístole,
vibrou uma mínima, panejou uma vela,
batendo na cara o vento que fecunda
suas sementes nos poros faciais
e germina sublime
a vida,

artísticamente!

B.B
27/01/2012

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